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O comportamento de consumo mudou?

Comportamento de consumo

Não é novidade para ninguém que estamos vivendo uma pandemia global que está mudando a forma como vemos o mundo, e principalmente a forma como consumimos. E quando falamos da forma, não falamos apenas do canal de consumo, mas sim de forma consciente. Falaremos sobre isso já já.

Antes de tudo, precisamos destacar que novas formas de consumo acontecem o tempo todo e por diversos motivos, seja ela evolução tecnológica, evolução da sociedade de forma geral, problemas econômicos globais ou até mesmo locais, ou então eventos que a gente nem sequer imagina que vai acontecer, ou que pode acontecer, como guerras, problemas ambientais ou pandemias, como esta em que estamos passando.

Se a gente parar para analisar de forma mais ampla, o comportamento de consumo vem mudando muito. Lá atrás, quando a gente nem pensava em existir, o consumo acontecia somente por extrema necessidade e se dava por troca. Eu pego o produto A, que eu preciso no momento, e to dou o produto B, que você precisa no momento.

Voltando um pouco para a economia moderna, já nos anos de 1900, o formato de consumo já deixou ser apenas racional, mas também emocional. As pessoas queriam produtos pelo status que ele proporcionava. E a comunicação, publicidade e propaganda foi uma grande mola propulsora para o novo formato de consumo. Colocou grandes estrelas do rádio e do cinema para divulgarem os seus produtos, e logo na sequência, as grandes estrelas da TV.

Dando um salto na história, chegando na era digital, nós vimos um novo comportamento de consumo chegar: o das compras online. O E-commerce veio com tudo, fazendo com que diversos comércios físicos fechassem as suas portas ou se adaptassem a esse novo formato de consumo.

Um grande exemplo de adaptação é das Lojas Americanas. Durante muito anos ela foi líder de mercado no segmento dela. Tinha diversas lojas de Shoppings e as lojas de ruas, chamadas de Americana Express. Dentro dessas lojas, tinha a famosa Blockbuster, que alugava filmes para o público assistir em casa. Com o crescimento rápido do comércio online e das plataformas online de vídeo, eles começaram a perder espaço no comércio físico, fechando diversas unidades. Aos poucos a Americanas foi criando e fortalecendo o comercio online, hoje sendo um dos maiores players de ecommerce do Brasil. Eles souberam se reinventar durante um processo de mudança de consumo.

Depois das lojas online, muita coisa mudou: o smartphone chegou, a internet se popularizou na palma das nossas mãos, o streaming tomou conta da nossa vida com séries, filmes e músicas, além de ter acesso facilitado a crédito por meio diversas instituições financeiras 100% digitais, as redes sociais aproximaram o público das marcas.

Mas aí chegamos no ano de 2020, um ano que prometia um boom nas vendas e no consumo de forma geral. Um ano onde a economia prometia crescer e as pessoas, por consequência gastarem muito mais.

Mas como nada nessa vida é certo chegou um elemento surpresa que deixou a economia global de cabelos em pé: o corona vírus. Com ele o comércio mundial fechou, as ruas ficaram vazias, muitas pessoas ficaram desempregadas, e com isso a forma como consumimos está mudando. Estamos vivenciando essa nova forma.

Antes de analisarmos novas formas de comunicar ao consumidor, precisamos entender que ele está em mudança. O que se podia consumir ontem, será que é essencial hoje? O que se queria consumir na semana passada, será que está disponível hoje? O que era necessário há pouco tempo, será que é ainda é necessidade?

O novo consumidor está mais analítico, consciente e limitado. Vamos falar ponto por ponto:

Quando nós falamos em analítico, é porque o consumidor está parando para analisar todas as suas compras.

– É realmente necessário efetuar essa compra?

– Eu preciso deste produto?

– Caso sim, precisa ser da marca mais cara?

Essas são algumas perguntas que o consumidor está fazendo antes de efetuar qualquer tipo de compra. Há toda uma análise do impacto na sua vida antes de comprar. Não se sabe o futuro, não se sabe se terá emprego no mês seguinte. Vivemos um ponto cego da nossa história, por isso, todo cuidado é pouco na hora compra.

Além disso, o consumidor está mais consciente. Seja na hora da compra, mas também no âmbito econômico sustentável.

– Será que essa empresa valoriza o meio-ambiente?

– O que essa empresa está fazendo pela saúde brasileira?

– Vamos valorizar o pequeno comercio local?

Essas perguntas têm sido feitas por diversas pessoas. Essa consciência se dá muito pela empatia das pessoas que estão perdendo seus empregos, estão demitindo seus funcionários. São atitudes que acontecem pelo simples fato de fazer o bem, sem esperar nada em troca.

E além de tudo isso, o consumidor está limitado ao acesso de diversos segmentos em função dos diversos decretos municipais e estaduais que visam o isolamento social por meio do fechamento do comercio.

– O segmento da beleza parou;

– Os restaurantes estão fechados;

– Os bares e baladas estão proibidos de abrir.

Muita coisa que antes podia, agora não pode mais. E por mais que as coisas estão se flexibilizando, as pessoas criaram uma consciência e não estão aderindo ao flexível.

Mas e como vamos conseguir atenção de todo esse público diante dessa nova forma de consumo?

Com o público mais em casa, ele acaba consumindo mais dois tipos de mídia: internet e televisão.

As Redes Sociais continuam sendo um excelente veículo de comunicação para mostrar ao público o seu produto. Mas mostrar por mostrar não vai levar a nada.

Você tem que mostrar o seu valor, o seu diferencial, o seu propósito. E faça tudo com muito planejamento.

Além disso, use e abuse das digitais influencers. Elas tem um público super fiel e podem ajudar você alavancar as suas vendas. Mas calma! Escolha bem um influencer. Se você tem uma empresa de coxinha, por exemplo, não envie para uma influencer fitness. Tenha cuidado nas escolhas.

Aliás, já pensou em escolher um influencer e fazer uma live com ele? As lives estão com tudo neste período e pode ser uma ótima oportunidade de você reerguer o seu negócio.

Invista e invista muito em delivery. Apesar de uma flexibilização de abertura de comercio, muita gente ainda está com medo e não sai de casa.

Ahhh, mas e seu eu tenho uma loja de roupas? Invista no delivery também! Faça condicional e leve na casa da pessoa. Crie looks completos e envie para cliente. Invista na autoestima.

Manicure ou cabeleireira, invista em ir à casa da sua cliente. Tome todos os cuidados e vá até lá.

Médico: invista na telemedicina.

Há várias formas de você se adaptar a nova forma de consumo, basta você parar, estudar e ver como adaptar a sua empresa.

E aí? Como você vai se adaptar?

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